Além disso, o curso é certificado pela Fundação Perseu Abramo.
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Território e luta: o trabalho de base do movimento popular urbano
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Projeto Genocida não tem limite ou localidade geográfica
Há um Projeto Genocida em curso em todo país, que não se define apenas pelo governo federal ou sobre a atuação dos ministérios e na relação congresso e governo. O projeto também se encontra no novo da política, na relação entre o discurso de que os empresários podem ser bons gestores públicos. O projeto genocida se encontra no convencimento de que a economia vale a vida, muito antes da Pandemia estar presente no nosso cotidiano.
O genocídio se encontra no convencimento da popular que acredita que é importante voltar às aulas e que crianças morrem estatisticamente menos do coronavirus e basta apenas vacinar os professores. Em uma sociedade com fome, muitos estudantes acreditam que estarem nas escolas é parte de um sentimento de proteção, assim como muitos familiares levam as crianças para o espaço escolar acreditando que terão mais tempo ao trabalho. Uma narrativa que não considera o papel de proteção social tendo a renda subsidiada. Que a população tem o direito de ser protegida e não ao contrário como se arriscar nos ônibus lotados para trazer comida no final do dia.
O projeto em curso, garante que é necessário cortar o ponto das professoras e professores que dizem que estarão em greve sanitária, problematizando que serviço essencial só existe se houver vida. No contraponto entre dar aulas presenciais ou por perder o ponto de trabalho e ficar sem o salário no final do mês como São Paulo e Belo Horizonte entre outras capitais. O mesmo modelo de governo que considera a vida já precarizada pela população em situação de rua como algo para ser menos investido, que pode e deve ser negligenciado, daquelas pessoas que não estão diretamente ligadas como população economicamente ativa. Que corta o Benefício de Prestação Continuada das pessoas com deficiência por atestar de forma fictícia a capacidade para o trabalho frente ao caos vivido nesta pandemia.
Porém este projeto que se encontra nos Governos Federal, Estaduais e Municipais tem como fonte intelectual o empresariado no poder. Não por acaso, tem todo o apoio das bancadas mais conservadoras de todos os tempos da política brasileira. A sustentação deste projeto está nos ruralistas, naqueles que fazem política com a bíblia na mão, naqueles autoritários que governam com o grito e não com a razão, naquela pessoa que não acredita na ciência.
O projeto de genocídio posto, relativiza o neoliberalismo e o neoconservadorismo. Acredita que privatizar faz bem e que não há outra saída para o Estado que não seja abrir mão do seu papel de mediador das relações sociais. A neutralidade dita no discurso conversador apresenta a face de quem continua, desde 1500 do lado das elites.
O que nos resta é lutar e resistir. Combinamos de não morrer, mesmo quando matam muitos dos nossos, lembra o poema!
*Leonardo Koury Martins é assistente social, professor e escritor.
quarta-feira, 5 de maio de 2021
Qual será a próxima onda? A responsabilidade coletiva e o enfrentamento ao covid-19
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| Charge: Marcos Sonêgo |
Matéria original publicada no Brasil de Fato
Apesar dos dados estatísticos referentes à taxa de contágio e ocupações de leito em Minas Gerais não serem animadores para a realidade sanitária vivenciada pela pandemia provocada pelo covid-19, as autoridades estaduais insistem em gradualmente diminuir as restrições de segurança. A tendência é nosso estado voltar ao caos, com crescimento de pessoas infectadas e mortas.
É fundamental a luta pela garantia da vacinação, no entanto, essa não pode ser uma preocupação isolada. De acordo com os dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), até a primeira quinzena de abril deste ano, se somam 140 milhões de infectados, dentre eles o total de mais de 3 milhões de mortes em todo o mundo.
Os Estados Unidos, país mais afetado pela pandemia, tem o total neste período de 31,7 milhões de casos infectados confirmados e 567 mil mortos. Quanto à vacinação, o país já garantiu para metade da população a primeira dose. Em segundo lugar, na lista dos países com o maior número de casos e de mortes, se encontra o Brasil, mas em contraponto, o país está entre os países com o menor percentual da população vacinada. Apenas 13,2% da população teve a primeira dose garantida e apenas 5,35% receberam a segunda dose. Os índices são alarmantes, já são 14,2 milhões de infectados, e 384 mil pessoas mortas, pouco mais de um ano do início da pandemia.
Minas Gerais é um dos estados brasileiros que mais sofrem pelo número de casos confirmados e mortes, tendo 1,3 milhão de pessoas infectadas e 31.386 pessoas falecidas. A população vivencia a inércia do governo estadual em organizar ações públicas regionalizadas que possam garantir a integração de ações. No estado faltam leitos em algumas regiões e em outras falta medicamento para CTI.
É fundamental a luta pela garantia da vacinação mas essa não pode ser uma preocupação isolada
Importante ressaltar que o Governo Zema, além de não priorizar o orçamento público em saúde, foi o Estado brasileiro que menos investiu na área, com apenas 10,75% do total de investimentos. Os valores não apenas foram baixos, como estão abaixo do mínimo constitucional que é de 12%.
Com toda a complexidade estatística, uma pergunta se apresenta: qual será a próxima onda? No mês de abril de 2020, exatamente um ano atrás, o Comitê Extraordinário covid-19 criou o Programa Minas Consciente. O objetivo era combater a pandemia e fazer a retomada da economia de forma cuidadosa. Na ocasião foram criadas 3 ondas, sendo a vermelha a mais grave, a amarela moderada e a onda verde quando os casos estivessem baixos e estabilizados.
No mês de março de 2021, o Comitê Extraordinário COVID-19, determinou a criação da onda roxa, cor que simbolizaria uma situação em que fossem necessários cuidados ainda maiores que a onda vermelha. Porém, poucas semanas depois o Estado gradualmente reabre as atividades comerciais não essenciais permitindo a volta de aglomerações e o aumento do risco sanitário.
Qual será a próxima onda a ser criada para salvar a população? Qual o trabalho que o país com a integração de estados e municípios fará para garantir um diálogo coerente com o atual momento vivenciado, que reduza o negacionismo científico e convide a população para se proteger tratando a realidade no campo da saúde coletiva.
Governo Zema é o que menos investiu em saúde
A onda roxa, vermelha, amarela, verde, ou quaisquer cores que possam vir a ter, simbolizam infecções e mortes. A responsabilidade não pode ser tratada apenas no campo individual do uso ou não uso de máscaras. A capacidade que o poder público tem de mobilização deve ser levada em consideração, conjuntamente com a possibilidade de aumento das equipes de saúde, a garantia de auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia e pacotes de incentivo à agricultura familiar, pequenos empreendimentos e a economia popular.
Para tamanhos desafios, o papel da educação em saúde, que considere a população como participante, deve conter ações orientativas/preventivas/restritivas, que garantam a qualidade de vida, procurem pensar o direito à alimentação e o bem-estar, mesmo nas condições de calamidade pública que todos estamos expostos, mesmo que ainda os níveis de exposição sejam tão desiguais.
Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular.
sábado, 3 de abril de 2021
COMO A TELEVISÃO INVERTE A TRISTE REALIDADE DO AUXÍLIO EMERGENCIAL EM 2021
quinta-feira, 1 de abril de 2021
A Arte de Governar a Si Mesmo: uma caravana pelo interior
PROGRAMAÇÃO
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
De 2016 para cá! Os ministros e o novo Ministério da Cidadania de João Roma
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
A Reforma Administrativa e o fim do serviço público no Brasil
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
COMER E ESTUDAR: O DIREITO INTEGRAL NA VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Em plena pandemia, a volta às aulas ameaça a vida não apenas das crianças e adolescentes, mas se constitui como o grande conflito entre a saúde pública e os interesses econômicos. Porém, como pano de fundo, dialogar sobre Comer e Estudar é fundamental a qualquer tempo.
No cotidiano sempre ouvimos que “o Brasil tem o seu futuro ligado à Educação”, seja por especialistas ou por pessoas comuns. Também sempre ouvimos que “comer faz bem para a saúde”. Essa segunda frase não é uma frase equivocada, ao contrário, tem toda razão seja no âmbito nutricional ou na sua relação com a cultura alimentar e a natureza. Não é incomum o sentimento que a Escola faz parte destas duas frases e que tem um papel fundamental na vida especialmente de crianças e adolescentes.
Educação, escola e alimentação
A Escola é o equipamento mais presente na vida das pessoas e no Brasil e configura, aproximadamente, por oito anos em 200 dias em aula. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e apresentam que a Educação e a Escola se interligam aos direitos mais procurados pela população.
O acesso ao conhecimento no país se formaliza através da Lei Federal nº 9394/96 ao reconhecer a Escola, na garantia da educação formal e, por sua vez, responsável pelo processo de sociabilidade das e dos estudantes e familiares. Pelo tempo escolar e por ser parte da jornada em horas, a Escola tem na garantia da Alimentação uma estratégia ímpar, ainda mais se tratando da realidade do nosso país.
Mas, as palavras conjugadas: Educação, Escola e Alimentação não podem se distanciar da reflexão mais ampla sobre o que se compreende enquanto direito. A realidade se encontra no baixo acesso à renda, à moradia, à empregabilidade, entre outras condições familiares e sociais, e precisam deste conjugado de direitos como intermédio para superar tal realidade.
Programa Nacional de Alimentação Escolar
As crianças e adolescentes desta geração têm na Educação e, por sua vez, na Escola a garantia de viver seu ciclo de vida com maior qualidade em relação aos seus familiares. Não por acaso, segundo o próprio IBGE, a ampliação da escolaridade entre pessoas abaixo de 14 anos e seus familiares adultos é de 35% maior quanto à escolaridade alcançada em duas décadas. Mas apenas a educação formal e os conhecimentos aplicados em sala de aula são suficientes para esta garantia? Outras reflexões são importantes para pensar o Brasil e a sua realidade social que se equilibra na pobreza e na fome enquanto um fenômeno secular.
É a partir do início do Século 21 com a aprovação da Emenda Constitucional nº 64, que inclui no Art. 6º a alimentação entre os direitos fundamentais, e da Lei Federal 11.947/09, que dispõe sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que se ampliam as possibilidades e o conjugado destes direitos sendo a Alimentação, a Educação e a Escola interligadas à realidade da população.
Lei da Cantina Saudável em Minas Gerais
Em Minas Gerais, neste primeiro quarto do século a aprovação da Lei Estadual nº 15.072/2004 se apresenta como destaque. A legislação apresenta a promoção da Educação Alimentar e Nutricional, formulação de cardápios saudáveis, alimentação advinda da agricultura familiar e o olhar apurado sobre consumo dos alimentos na comunidade escolar.
Apesar de todos os avanços no marco legal, o desafio é colocar em prática este conjugado de direitos. Em 2018, após 14 anos da lei que fala sobre a política de Educação Alimentar e Nutricional nas escolas mineiras, foi aprovado em Minas Gerais o Decreto Estadual 47.557/2018 que regulamenta a política, porém, em 2019 o mesmo foi suspenso.
Até o presente momento não há possibilidade de efetivar os princípios da Lei Estadual nº 15.072/2004, pois este decreto é fundamental para a regulamentação da política e para garantir o debate sobre a Alimentação Saudável nas Escolas Públicas e Privadas no Estado.
Garantir com que o decreto seja novamente validado pelo poder público é avançar em especial nos direitos das crianças e dos adolescentes, público alvo desta política.
Por que precisamos regulamentar a Lei 15.072 em Minas Gerais?
O Estatuto da Criança e do Adolescente, no art. 4º, compreende a Alimentação enquanto um direito e de responsabilidade do Estado. Mas como efetivar este direito sem a garantia de que a alimentação seja adequada para este público? Qualquer alimentação serve?
Considerando, em especial, que a desigualdade social traz para a Escola a garantia de, muitas vezes, a única refeição para boa parte de crianças e adolescentes, não pode ser ofertada qualquer Alimentação. Comida de verdade é aquela que conversa entre as realidades do campo e da cidade, produzida de forma saudável. Se o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), nas escolas públicas, define diretrizes para a alimentação adequada e saudável, para as escolas privadas nós precisamos da regulamentação urgente da Lei 15.072 em Minas Gerais.
A Educação e a Escola somente irão contribuir com uma outra história para o desenvolvimento das crianças e adolescentes e de suas famílias, seja nas escolas públicas e nas privadas, caso estejam presentes nos cardápios e no debate escolar a Alimentação Saudável. Comer e estudar nunca foram tão articulados e ao mesmo tempo tão desafiadores, Ao mesmo tempo são fundamentais para o enfrentamento às desigualdades e a pobreza e para a promoção da saúde de uma forma integral.
Comer e estudar são fundamentais para crianças e adolescentes, pauta da agenda política que queremos para Minas Gerais e para o país.
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Artigo por Leonardo Koury Martins, assistente social, professor, conselheiro do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de Minas Gerais CONSEA-MG e do Conselho Regional de Serviço Social CRESS-MG, e integrante da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável – Núcleo Minas Gerais.
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Resistência dos movimentos durante a pandemia alimenta a esperança
"A resistência alimenta a esperança na história da humanidade, construindo condições objetivas para uma sociedade nascida do poder popular"
Lutar, resistir e sonhar são verbos que se fazem presentes nos longos meses de pandemia
Frente as dificuldades pela situação de emergência em saúde provocada pela pandemia do coronavírus, o Brasil, se flagela entre as queimadas dos maiores biomas do país, a volta precipitada de serviços e o aumento da miséria. A população fica assim ainda mais vulnerável a toda forma de opressão.
Porém é neste cenário que se reinventam brilhantemente os movimentos sociais.
A população de baixa renda no Brasil vive na penúria entre a alta dos preços dos alimentos e a diminuição do auxílio emergencial. No momento mais difícil já vivenciado pela história da humanidade, perceber que os mais pobres assistem aumentar a desigualdade social como consequência das decisões do governo federal e de seus aliados.
Esta difícil realidade é resultado do golpe de 2016, a partir do qual, percebe-se uma correlação de forças que produziu um governo sem nenhuma participação da classe trabalhadora. O avanço do neoliberalismo trouxe uma agenda desfavorável aos mais pobres. O sucateamento das políticas públicas, o fim dos conselhos de direitos, a Emenda Constitucional 95, as reformas trabalhistas e da Previdência enfrentaram a resistência dos movimentos sociais, mas ainda assim, se realizaram.
As ações que se instituem no campo da solidariedade de classe, vem sendo promovidas em todo país e tem sido uma forma de denunciar tais violências na busca por minimizar o caos vivenciado no campo e na cidade. A alta dos preços dos alimentos é resultado do esvaziamento das políticas de segurança alimentar e nutricional e do apoio a agricultura familiar. E por outro lado assistimos a ampla expansão do agronegócio, principal responsável pelos incêndios criminosos nos biomas da Amazônia, Cerrado e Pantanal dos últimos anos.
A população de baixa renda no Brasil vive na penúria entre a alta dos preços dos alimentos e a diminuição do auxílio emergencial
Nas cidades, os cortes nas políticas sociais e o aumento do desemprego, se somam a decisão de redução de 50% no valor do pagamento do auxílio emergencial. Os responsáveis pela pasta da economia do governo federal pretendem ainda este ano reapresentar o programa Renda brasil, configurando o fim do positivo histórico do Bolsa Família.
Nos últimos meses se destacam e se intensifica as ações de base, entre elas as ações promovidas pelo Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD). O movimento está organizado em diversas periferias brasileiras e ao promover ações de diálogo sobre o direito à alimentação e os cuidados básicos em saúde, consolida a aproximação com a população em situação de baixa renda de forma politizada.
Também, a produção de alimentos pela produção da reforma agrária, em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mostra a força da agroecologia. Esta ação promove a resistência do campo frente aos ataques sofridos, como no sul de Minas Gerais, na cidade de Campo do Meio.
Não é possível viver pela metade. A resistência da classe trabalhadora e dos movimentos organizados tem feito frente à adversa agenda imposta pela pandemia e aos neoliberais. Entre atos nas redes sociais, atividades de formação, gritos de excluídos e excluídas e ações da juventude, os movimentos se reinventam.
A resistência alimenta a esperança na história da humanidade, construindo condições objetivas para uma sociedade nascida do poder popular. Lutar, resistir e sonhar são verbos que se fazem presentes nos longos meses de pandemia. Bem como as ações dos movimentos e frentes de lutas que acreditam na classe trabalhadora!
Leonardo Koury Martins é assistente social, professor, conselheiro do CRESS-MG e militante da Frente Brasil Popular.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Polícia Política
quarta-feira, 10 de junho de 2020
A transparência é um valor democrático e não será possível em tempos de Fascismo
“Acordei com um sonho e com o compromisso de torná-lo realidade"
Leonardo Koury Martins
"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
Saramago
"Teoria sem prática é blablabla, prática sem teoria é ativismo"
Paulo Freire
"Enquanto os homens não conseguirem lavar sozinhos suas privadas, não poderemos dizer que vivemos em um mundo de iguais"
M.Gandhi
"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo













