quarta-feira, 4 de março de 2009

DA MULHER A LUTA FICA



de: Clóvis Campêlo
Recife, 2007



Da mulher a luta fica,
fica o exemplo e a história,
ficam momentos de glória
e tudo o que se predica.

A coragem e a beleza,
fica o instinto materno
que faz o Homem eterno
diante da Natureza.

Da mulher fica a ternura,
a eterna perseverança
que mantém a esperança
acesa na criatura.

Fica a firmeza do olhar
na clareza do seu tino,
a certeza do destino,
do caminho a caminhar.

Da mulher fica o segredo,
a face oculta da lua,
e em torno dela flutua
o homem com seu enredo.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A mídia vende a crise porque a crise não compra a mídia


Nos últimos meses andamos percebendo um movimento na mídia em relação às decisões do governo brasileiro para “acalmar” a crise. Mostram todos os dias as medidas que o governo dos Estados Unidos estão tomando para que sirva de exemplo e influencie a política econômica no Brasil.

Mal percebemos que ao mesmo tempo em que a grande imprensa brasileira faz é ao mesmo tempo resguardar seus afiliados e financiadores, assegurá-los de que sua influência sobre a opinião dos brasileiros seja um grande “ponta pé” para salvar as empresas, inclusive a si mesma.

Porem ao mesmo tempo quem sofre com a crise financeira mundial é a própria imprensa, pois quando se tem de escolher entre comer e ler um jornal ou comprar uma revista marrom, se escolhe comer, daí revistas como a Veja ou jornais como O Globo acabam despencando nas suas vendagens.

Os comerciais por sua vez, a preço de diamante no “horário nobre” passam a valer preço de latinha de cerveja, já que as empresas têm que cortar custos que corte no marketing.

O incrível é que quando “o mar não está para peixe lá fora” quem sofre é o mercado que quer se salvar vendo um governo reduzir em política social para que crie linha de créditos salvando as mesmas empresas que sonham por um estado mínimo mas por sua vez salvador.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Políticas Municipais de Juventude: Órgão Articulador e Executor

As Políticas Sociais trabalham com o objeto de intervenção que é a Questão Social. Porém para que um problema se torne questão social dependem não apenas das distorções sociais causadas pelo modo de produção capitalista, mas, mas também de tornar públicas tais distorções.

A partir do momento que os problemas sociais tomam dimensão política configura-se a Questão Social. Segundo os autores Raul de Carvalho e Marilda Iamamoto a definição de Questão Social seria:“A questão social não é senão as expressões do processo de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado.

É a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção mais além da caridade e repressão”. CARVALHO e IAMAMOTO, (1983, p.77): A juventude brasileira por meio dos movimentos sociais cumpre um papel histórico frente às manifestações da Questão Social. Em diversos momentos no Brasil foram os jovens que estavam à frente das transformações sociais, entre elas as manifestações que terminaram forçando o Estado Brasileiro na criação da Petrobras.

Esse movimento social ficou conhecido como “O Petróleo é Nosso”, em julho de 1947 na região central da cidade do Rio de Janeiro. Centenas de jovens junto a União Nacional dos Estudantes questionavam o porquê do Governo Brasileiro não instituir uma política industrial nacional para o petróleo.

Apesar da juventude brasileira sempre estar presente nos movimentos sociais, nunca estes jovens conseguiram levantar demandas que envolviam problemas relacionados ao seguimento juvenil.

A juventude brasileira organizada em diversos fóruns de debate, principalmente no final da década de 90, começou a pautar problemas cotidianos tais como: desemprego, violência e falta de acesso aos bens públicos; forçando o Estado a mudar a concepção acerca da juventude, descaracterizando o “jovem problema” e começando a reconhecer o jovem como sujeito de direitos.

Diálogo sobre o que seria um órgão de juventude

A partir da visão do jovem como sujeito de direitos: associada às pressões das organizações das organizações juvenis tornou-se inevitável a criação de órgãos públicos, principalmente nas administrações municipais devido à necessidade de solucionar os problemas sofridos por esta faixa etária, delineada pelos organismos nacionais e internacionais como de 15 a 29 anos.

O Estatuto da Criança e Adolescente, aprovado na década de 90, torna-se pouco prático quando tratamos da juventude, pois seu limite é a maioridade penal, 18 anos, sendo que nesta idade o jovem encontra-se no meio de sua faixa etária. Neste sentido vem à necessidade de conseguir através de Projeto de Emenda Constitucional, PEC nº 138 / 2003 introduzir o termo Juventude na Constituição Federal, uma vez que a Criança, o Adolescente e o Idoso encontram-se resguardados constitucionalmente.

No ano de 2005, o Governo Federal cria a Secretaria Nacional da Juventude, conseqüentemente o Conselho Nacional da Juventude fazendo com que a pauta do seguimento juvenil tome as demais esferas governamentais.

O Governo Federal em 2005 quando estabelece a Política Nacional de Juventude, conhecida como PNJ tenta além de reconhecer a juventude como “sujeito de direitos”, descreve como obrigação das três esferas governamentais assistirem o jovem em diversas políticas públicas. O PNJ orienta que os executores das políticas de juventude devem trabalhar estas políticas públicas juvenis tendo como objetivo trabalhar ação comunitária e respeitar as diferentes visões de cada sujeito.

Por outro lado, muitos municípios, no intuito de criar órgãos voltados a Política de Juventude, inicialmente criam pastas avulsas Porém para que um problema se torne questão social dependem não apenas das distorções sociais causadas pelo modo de produção capitalista, mas, mas também de tornar públicas tais distorções. Tornando por fim um espaço secundário na gestão municipal. Outros municípios enxergam na que a criação de órgãos de Políticas de Juventude poderia resolver o problema de indicações a aliados políticos e até mesmo contemplar parentes. E alguns municípios a visão: “jovem problema” transforma a pasta como aliado do combate ao crime, trazendo atividades meramente para preencher o espaço dos jovens e não com o objetivo de promover a emancipação dos mesmos.

O papel da intersetorialidade

A dificuldade da gestão das Políticas de Juventude nos municípios que tentam trabalhar com o segmento encontra-se primeiramente por não ser uma pasta prioritária na agenda da cidade, mesmo sendo o jovem vitima e ator da violência e alvo da falta de condições de moradia, oportunidade no campo de trabalho, lazer e saúde pública. Também a dificuldade no tratamento das demais Secretarias Municipais Esteja diluída nas políticas de educação, esporte, saúde ou segurança pública; dando a falsa impressão de que a PJ está sendo pensada no momento de elaboração e implementação das ações.

Desfazer o mito de que as Políticas de Juventude podem ser realizadas simplesmente em programas das Secretarias Municipais é papel de um Órgão Gestor de Políticas Públicas de Juventude que nasce com o principal objetivo de um trabalho articulador e promotor da intersetorialidade na gestão municipal.

A necessidade do Órgão Gestor de Políticas de Juventude é fazer com que todas as pastas setoriais possam trabalhar com o mesmo ritmo, preenchendo as lacunas referentes ao jovem e que a gestão municipal dialogue com o segmento juvenil.

O jovem é um sujeito de direitos, que necessita de políticas públicas adequadas que dialoguem com seu cotidiano, além de compreender que o seguimento juvenil é uma fase de transição onde necessita da proteção do estado.

Para se conseguir um melhor trabalho é imprescindível o papel da intersetorialidade da gestão municipal. A juventude conhecida como plural necessita de políticas intersetoriais para ser eficaz e proteger o cidadão jovem, consolidando assim o papel do Órgão Gestor de Políticas de Juventude nos municípios brasileiros.


Leonardo Koury Martins é graduando de Serviço Social pelo Centro Universitário UNA, Assesssor de Políticas de Juventude da Coordenadoria Municipal da Juventude de Belo Horizonte (2005-2008)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pela libertação da Palestina, nem que seja em morte


Quem conhecia Israel? A que custo há 60 anos um povo de maioria originalmente judia com o apoio bélico dos Estados Unidos conseguiu seu lugar ao Sol nas terras árabes, e há 60 anos o mesmo pais anda em guerra.

Deixo claro que não estou aqui para fazer nenhuma “guerra santa”, afinal este termo não pode ser utilizado para justificar uma guerra. Nas Cruzadas, o motivo principal era o caminho do comércio entre os povos do Oriente e a Europa. Hoje Israel serve de plataforma para soldados estadunidenses, uma base estratégica e importante. A guerra entre palestinos e israelenses é meramente política e territorial, muito além da visão religiosa que a mídia burguesa tenta transmitir em seus grandes veículos de comunicação.

Gostaria que toda população mundial olhasse para 14 de maio de 1948, quando se criou o Estado de Israel, surgiu como um Arco Iris pós a chuva da Segunda Guerra Mundial, iniciando claramente a Guerra Fria. Em meio território do povo Árabe os Estados Unidos implanta seu modelo de governo, sua cultura e suas tropas militares. Gostaria de imaginar que no mesmo dia alguém entrasse na sua casa com a ajuda de alguém mais forte, tomasse seu terreiro, seu quarto, sua sala e deixasse a cozinha para você (a faixa de Gaza). A casa que antes era sua, agora é de Israel, daí você teria a opção de lutar pela sua liberdade ou acomodar na cozinha para sempre.

“Aqueles que lutam para sempre, estes são Imprescindíveis” nas palavras de Bertold Brecht. Talvez se o autor estivesse vivo, seria um ativista da causa Palestina, pois eles ao invés de ficarem na cozinha resolveram lutar pela sua liberdade e conquistar a casa de volta. O povo palestino não veste farda, é silencioso e paciente, tais características de um povo que há quase mil anos atrás venceram os Europeus e sua Santa Cruzada, dos santos católicos que matavam e ainda matam em nome de Cristo.

Terrorismo seria defender sua terra, sua cultura e sua origem? Terrorismo seria financiar duas Guerras (Iraque e Afeganistão), seria financiar com bilhões de dólares todo ano o exército israelense, terrorismo seria produzir mais armas do que comida? Terrorismo seria desrespeitar a ONU em nome do Petróleo e do próprio umbigo? Não sei ainda o que seria terrorismo.

Porém sei o que é ter coragem. Sei que não se desiste do que é seu e de seu povo, sei que se deve lutar e cansar jamais. Também sei o que é covardia, matar 500 palestinos em um Ano Novo enquanto apenas 4 israelenses morreram. Vejo a covardia nos veículos de comunicação que dizem sobre terrorismo e ao mesmo tempo lutam para que a Indústria farmacêutica faça propaganda de suas drogas. Entendo que a covardia está naqueles que aproveitam das crises financeiras para demitir seus funcionários ao invés de abaixar os lucros e as taxas sobre taxas de seus produtos. Covardia são aqueles que gastam na Europa em um ano de produtos confeitados o que mataria a fome de todos os africanos como divulga a Food and Agriculture Organization da ONU.

Mas apesar de ver a Covardia e a Coragem, prefiro ficar com a coragem, nem que seja em morte, há de se um dia encontrar o povo palestino livre.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Datas comerciais


O calendário comercial começa com o Carnaval e quase termina no Natal. Tem ainda a do Ano Velho e do Ano Novo, tudo será patrocinado e filmado pela Rede Globo. E é assim, mais um ano começa de novo. Vem o Carnaval, que não faz realinhamento social porem vende “abadas”. No Rio de Janeiro e em São Paulo, fazem com que os pobres fiquem em baixo desfilando para a corte que se instala nos camarotes carnavalesco.

Daí vem a Páscoa. Uns vendem bastante peixe, outros comem lixo, outros comem ovos de chocolate enquanto uns vendem ovos de dezoito quilates.

Daí vem o dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, dia de tudo, dos Avôs e das Crianças. A mídia apela na emoção, fragiliza seu coração, te da à sensação que seu filho não vai gostar de você mais não. Enquanto isso abafa as noticias de juízes envolvidos em corrupção e as Emissoras de TV devendo impostos à nação.

Por fim vem o Natal, enquanto uns comem Peru outros ceiam a sopa da pastoral. Uma data legal, presentinho para as crianças e reforça a segurança para que não tenha nenhum furto por um marginal. Porem é Natal, se perdoa tudo, o vizinho que espia sua filha tomando banho, o patrão que não te deu aumento, tem até amigo oculto (para entregar presente tem que descrever um talento), e alguns passam o dia 25 ao relento.

Mas isso não importa, o ano está acabando, tudo deve ser esquecido, pois a tarefa deste Ano Velho foi cumprida, deseje paz aos palestinos que sofrem pela guerra. Vamos esquecer a mídia explorando o caso da menina Isabela, e esquecer-se das eleições, vamos deixar os políticos quietos, daqui a quatro anos velhos pensamos nisso. É hora de festejar, ver os fogos de artifício caindo enquanto outros acertam crianças nas favelas. Afinal, um novo ano tem que ter novas coisas, novos sabores, novo ano de promessas.



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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Manifesto da falta da democracia cultural



Imaginar que por mais tentativas de democratizar a “Cultura” no Brasil infelizmente a maioria dos brasileiros que produzem cultura não sabem o que é Lei Rouane.

Quantos brasileiros já foram a peças de teatro, ou melhor, quantos têm acesso a frequentar livrarias. Comprar livros no Brasil está fora da realidade da maioria da população, além de caros, grande parte com linguagem rebuscada diferente da qualidade do ensino nas escolas públicas, não se tem política real de incentivo para que os leitores comprem a preços populares.


Algumas políticas públicas trabalham na lógica perversa de trazer o acesso aos meios culturais pra tirar jovens da criminalidade e de trazer um passatempo para evitar homicídios. Porém a cultura nesta perspectiva perde a dimensão de direito universal e constitucional. Perde o valor de conquista e passa a ter o caráter de favor tanto do estado quando das entidades que trabalham com a temática.
A dificuldade de saber o que são as leis de incentivo a cultura, tanto no escrever a lei quanto no captar recursos fazem com que apenas os cineastas do eixo “Rio - São Paulo” consiga produzir cinema.

A cultura local como em Belo Horizonte como os grupos de quadrilha junina e os grupos de congado não conseguem viver ativamente o ano todo, sua produção resumo aos dias estimados para apresentações e o resto do ano morrem no esquecimento da cidade.

Consumimos o tempo inteiro cultura de outros países e não valorizamos a produção das periferias e do interior brasileiro, consome-se pirataria no Brasil por não poder pagar R$ 80,00 num DVD original onde encontramos o mesmo por cinco reais.

Por fim, entre estes e outros questionamentos, antes de pensar na produção da cultura, devemos entender que a cultura é um direito e não uma ajuda.



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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Paradoxo social

Os anormais
Aqueles que não seguem as normas sociais.
Não ache certo ser diferente
Nem pense que não somos iguais.

Aqueles que não se habitam as normas,
Existe aos desviantes castigos de todas as formas.

Aqueles que manifestam loucura
No hospício, choques e torturas,
Quem sabe ali está a cura.

Aqueles que ganham do mundo a frustração
Um divã com objetivo de salvação.

Aqueles que não aceitam do mundo a pressão,
Não se calam em atos e fatos na repressão
São levados a prisão.

Para que as normas sociais sejam seguidas,
Mesmo não sendo, nos querem iguais.



Um dia será de:
Liberdade aos desiguais
De todos os padrões sociais....
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eu tenho um sonho de liberdade


Obama tem um sonho, ou melhor, Barac Hussein Obama tem um sonho de mudar a cara da nação norte americana. O sonho do novo presidente estadunidense é bem próximo do sonho e dos ideais de Martin Luther King na década de 60, porem Martin Luther King nunca precisou de financiamento para ser considerado um dos maiores mitos pelos direitos civis americanos e nunca disputou a presidência.

A eleição de Obama nós Estados Unidos não foi uma tarefa fácil, porém muitos fatores convergiam a seu favor como nunca ter tido um presidente negro nos Estados Unidos, a economia do país em uma crise nunca esperada pela população qual trouxe um sentimento de mudança, um governo desastrado do atual presidente. Isso sem contar com apoios inesperados como do Presidente do Brasil, de Raul Castro e até mesmo Hugo Chaves, mesmo não sendo norte-americanos todos fizeram declarações nada tímidas a respeito do presidente Obama.

Agora o maior desafio do novo presidente dos Estados Unidos é colocar em prática um novo modelo de pensar seu país, sem acreditar que a tão cineasta América é a “dona do mundo”. Tentar administrar tanto os grandes burgueses sem ferir o interesse dos trabalhadores norte-americanos, quais pagam a conta pela irresponsabilidade de um governo mínimo sobre uma economia descontrolada.

Grandes mudanças no cenário sócio-político dentro do Modo de Produção Capitalista não haverá com a nova gestão presidencial, porém administrar o Racismo desenfreado da Kon Klux Klan, o medo dos americanos pelos árabes (Obama é filho de um pai Mulçumano nascido na África), a onda capitalista que trabalha na dialética da economia flexível. Entre outros desafios que já fizeram Abraham Lincoln morrer assassinado em 1865 na cidade de Washington, John Kennedy assassinado em 1963. Todos estes presidentes norte-americanos tinham algo em comum, Lincoln lutava pela emancipação dos escravos e Kennedy recebeu o primeiro negro na Casa Branca, o mesmo primeiro negro que tinha um sonho, Martin Luther King.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um militante solitário


E nas tripas do ultimo enforcado penso em me enforcar. Não sei se acelero no suicídio ou fico parado, já nem mais sei o que questionar.

Meus amigos, agora inimigos, pelegos do sonho que antes vínhamos compartilhar, a mágoa continua, mas não sai lagrimas dos olhos, porque não é tempo de parar. E desistir, palavra qual não existe, um militante solitário, persiste, caminha triste, mas caminha na escuridão. As mágoas, estas vou esquecendo, o verão vem nascendo e vem um novo tempo junto de uma nova estação.

Contudo, ao invés de chorar aprendo como diz o poeta, “apesar de você amanhã a de ser outro dia”, daí não sobrará tempo para costurar a bandeira rasgada, tempo apenas para se confessar em poesia.

Se confessar, apenas assim posso, pois neste momento nada posso dizer. Quem defendia aqueles que de fome morrer, hoje defende seus próprios interesses, sei que irão de me esquecer. E que me esqueçam, pois destes não quero, consciência limpa é memória fraca e certamente um dia terão que lembrar. Apenas um militante solitário, pois em época de ditadura nada se pode declarar.

Os ventos que jogam nossos cabelos ao longe, não escondem a tristeza de um rosto frio erguer. Ernesto Guevara dizia morrer de pé ou viver de joelhos, no último suspiro se limpa a farda e se levanta, mas de pé vem preferir morrer.

domingo, 12 de outubro de 2008

A cerca da discussão entre o Novo PT e o Velho PT

Ultimamente alguns setores do PT em todo país fazem a pergunta sobre o novo e o velho PT. Não se necessita ter um Novo Partido dos Trabalhadores, o que é de extrema importância é compreender qual é o papel atual Partido dos Trabalhadores na sociedade, qual momento vivemos, nosso esquecimento da base partidária e do esvaziamento de suas pautas políticas frente aos movimentos sociais.

Ser novo ou ser velho, o que importa é lembrarmos para que viemos, porque sonhamos com um mundo justo onde os trabalhadores e trabalhadoras estejam no primeiro plano societário e na construção de um país próximo dos princípios socialistas.


Não acredito em um PT “antiquado”, menos ainda em um PT "novo", acredito em um partido de Massas, que defenda as bandeiras do Socialismo e da Democracia, que faça das massas um instrumento de transformação e politização e não de manobra eleitoral no PED. Que façamos das massas um instrumento de libertação dos valores capitalistas e não como hoje fazemos, colocamos as massas apenas no biênio eleitoral onde eleger e manter o poder é mais importante do que transformar.


Sonhamos quando nascemos na década de 80 em um Brasil com justiça social, mas se não refletirmos internamente e periodicamente sobre esse nosso sonho, não teremos motivos para existir dentro da esquerda brasileira.


Devemos voltar a repensar e priorizarmos a organização dos núcleos, dos movimentos sociais, fortalecer os setoriais e sua juventude, pois fora isso faremos do PT um partido com cara de “centro” ou até mesmo de direita e não mais de partido de esquerda, pois em várias cidades como Belo Horizonte já temos clareza da nossa falta de dialogo com a população onde nossa posição quase ditatorial enfraquece o debate partidário em nome de projetos pessoais.


Não acredito em um PT burocrata, pois quanto mais o PT se afasta dos movimentos sociais e das lutas do povo, mas longe ele fica da confiança de seus milhões de simpatizantes e militantes anônimos que ajudam a construir o Brasil que queremos. Na discussão do PT Velho ou do PT novo, quero é meu PT junto com o povo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Liberdade aos desiguais

Liberdade entre os escravos da economia, igualdade a todos, donos do capital ou não. A democracia é algo necessário, mesmo você tendo mais acesso ao programa eleitoral de dez minutos ou tendo apenas 30 segundos para colocar suas propostas ao eleitor.

Liberdade de escolha, algo importante dentro do cartel das telecomunicações. Para que pobreza se todos podem competir, pobre é você que não conseguiu chegar no “topo dos stars”.

Ganhar arroz, feijão, que bom, o governo pensou em mim, que viva os benefícios sociais dos novos liberais. Quero melhorar subir de vida, mesmo que os degraus da escada sejam diferentes, entre o mais baixo e o mais alto. Ficarei na média, a classe comédia, qual puxa saco do patrão para ter um carro à prestação, ta mais perto de pedir esmola, mas acha que vai conseguir um dia ter um avião.

Liberdade aos desiguais, quem pode isso confirmar é aquele que limpa a sala de estar, qual ganha 400 reais para na Bolsa de Valores de São Paulo honestamente trabalhar.

“Acordei com um sonho e com o compromisso de torná-lo realidade"
Leonardo Koury Martins

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
Saramago

"Teoria sem prática é blablabla, prática sem teoria é ativismo"
Paulo Freire

"Enquanto os homens não conseguirem lavar sozinhos suas privadas, não poderemos dizer que vivemos em um mundo de iguais"
M.Gandhi

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo