quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Programa Bolsa Família, enfim na gestão do SUAS



Desafios e complexidade da nova gestão das políticas de transferência de renda incorporada ao Sistema Único de Assistência Social previsto na lei 12.435 / 11. Este artigo foi publicado em alguns sites e listas, deixo aqui um link para ser baixado.


domingo, 10 de julho de 2011

Sem liberdade, sem comunicação


Um país democrático necessita entender o quão importante é a informação. E o caminho em que ela se propaga é a comunicação. O valor que há na liberdade para este tráfego está profundamente ligado com a capacidade de crescimento cultural e a formação dos homens e mulheres que fazem nossa sociedade. Este crucial tema está intimamente ligado com as mais variadas áreas do fazer político e está em pauta devido ao início do debate sobre o novo Marco Civil da Internet, em que garantias às liberdades individuais, o direito ao sigilo e a neutralidade da rede são critérios norteadores.

Felizmente, vivenciamos uma época de ouro para a comunicação brasileira, pois é uma era de possibilidades. A blogosfera e as redes sociais podem fazer reverberar o que sempre foi proibido nas rádios consideradas piratas, o que não ia pra frente com os pequenos jornais de comunidades e o que não era possível ganhar amplitude nos muros das escolas.

O povo quer se entender e se mostrar, não quer mais ser tolhido a um padrão de uma gente que quer um Brasil desigual e injusto. Por isso as mídias corporativas, sempre vistas com um poder simbólico de autoridade, tem cada vez mais perdido espaço na opinião pública, exatamente devido ao espaço amplo e democrático que há na internet. A internet é uma grande ferramenta, mas este ato é sempre político. Somos nós em desobediência à voz do grande irmão, querendo nos abraçar e fazer contato com outras possibilidades em nossa realidade. E assim começamos a construir identidades e alternativas. É assim encontramos um novo caminho para sugerir e pressionar, para a aquisição de novos direitos e de novos olhares. Este é, por fim, o próprio conceito de cultura - uma labuta diária em que construímos e cultivamos nosso modo de estar no mundo....


Fonte: www.bocadigital.net

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A chegada das rosas



A chegada de uma pessoa querida
Alegra a vida, a deixa mais bonita
Que como se fossem rosas
Perfumariam nosso jardim.

E é neste teu perfume
Escrevo assim.

Alegre e cantando a glória
De mais um dia eternizar nossa história
Vou vivendo esperando você para mim.

Mesmo que falem que as rosas não falam
Por mais que apenas perfumes exalam
Não as deixarei sozinhas enfim.

Esperaremos juntos uma nova expressão
Eternizada em nosso coração
Como o poema sugere no fim.

domingo, 3 de julho de 2011

Só quem é de Lá. A milícia Hip Hop


Para mostrar que a história não nega suas raízes mineiras, está ai o Clipe "só quem é de lá" do grupo: A milícia Hip Hop do querido amigo Rick Black que trabalha a realidade vivida nas periferias da região metropolitana de Belo Horizonte.

O clipe trabalha as cenas na Vila Santa Tereza (regional Leste) e no Bairro Bom Sucesso (regional Barreiro), e conta com a contribuição da comunidade e do Programa PROJOVEM, propiciando o protagonismo juvenil através da comunicação em imagem.

Contudo, é fundamental perceber que o movimento Hip Hop é peça chave na democratização da cultura e da linguagem periférica a juventude brasileira.

Pessoas famosas na prisão, por ótimos motivos

Por: Diana Guerra 

Nem só de bad boys está a cadeia cheia. Estes desordeiros estiveram atrás das grades por boas razões... ainda que a princípio não parecesse.

direitos humanos prisao Nelson Mandela

Nem todos as pessoas que se encontram na prisão são desordeiros crónicos: há também rebeldes com causa que foram confundidos com bad boys pelos seus contemporâneos. De Nelson Mandela a Rosa Parks.
Rosa Parks cometeu um delito indesculpável na sua época: a 1 de Dezembro de 1955 recusou-se a obedecer a um motorista de autocarro, sentando-se nos lugares destinados aos brancos. O resultado foi terem-na levado para a esquadra para dormir na prisão. Mas houve uma consequência maior: a partir do seu gesto de coragem, gerou-se o boicote dos autocarros de Montgomery, ponto de partida para a luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, nos anos 60.
Parks não foi, no entanto, a única pessoa a dormir atrás das grades por causa dos direitos civis. Martin Luther King foi condenado a quatro meses de prisão 5 anos depois, numa manifestação pacífica pela mesma causa. Foi, contudo, libertado pela intervenção do futuro presidente John F. Kennedy.
direitos humanos prisao rosa parks
Noutro continente, a mesma causa: Lutando contra o Apartheid desde os anos 50, Nelson Mandela já tinha sido acusado de traição em 1956. Mas foi a 5 de Agosto de 1962 que foi levado pelas autoridades, depois de ter sido descoberta a sua resistência ao governo pela destruição de propriedades públicas. Só foi libertado em 1990 depois do presidente sul-africano P. W. Botha ter morrido, vítima de um ataque cardíaco. Ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1993.
E por fim, Mahatma Ghandi. O símbolo da luta pelos direitos civis dos indianos, na luta pela independência do Império Britânico também não escapou à polícia. Em 1922, quando tinha 47 anos, Ghandi foi preso pelos britânicos, que o acusaram de conspiração e de tentar derrubar o Governo. Ele declara-se culpado e é condenado a 6 anos, mas foi libertado dois anos depois por problemas de saúde.
direitos humanos prisao Martin Luther King


Sobre a autora: diana guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como fazer parte da obvious.

Campanha contra o uso de agrotóxicos


Você sabia que todos os dias quando almoçamos e jantamos ingerimos uma quantidade enorme de venenos? Nossos alimentos estão contaminados porque as lavouras em todo o Brasil são pulverizadas com grande quantidade de agrotóxicos.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras, de acordo com dados oficiais.
Os agrotóxicos contaminam a produção dos alimentos que comemos e a água (dos rios, lagos, chuvas e os lençóis freáticos) que bebemos!
Mas os venenos não estão só no nosso prato. Todo o ambiente, os animais e nós, seres humanos, estamos ameaçados!
Os agrotóxicos causam uma série de doenças muito sérias, que atacam os trabalhadores rurais, comunidades rurais e toda a população, que consome alimentos com substâncias tóxicas e adquire muitas doenças.


A culpa é do agronegócio!

Esse é o nome dado ao modelo de produção agrícola que domina o Brasil e o mundo. Esse jeito de produzir se sustenta nas grandes propriedades de terra (o latifúndio), uma grande quantidade de máquinas (que levam à expulsão das famílias do campo e à superpopulação das cidades), no pagamento de baixos salários (inclusive, trabalho escravo), muito lucro para as grandes empresas estrangeiras e na utilização de uma enorme quantidade de agrotóxicos.
A expansão desse modelo de produção agrícola é responsável pelo desmatamento, envenena os alimentos e contamina a população.
Ao contrário do que dizem as grandes empresas, é possível uma produção em que todos comam alimentos saudáveis e diversificados. A saída é fortalecer a agricultura familiar e camponesa.
No lugar dos latifúndios, pequenas propriedades e Reforma Agrária. Desmatamento zero, acabando com devastação do ambiente. Em vez da expulsão campo, geração de trabalho e renda para a população do meio rural.
Novas tecnologias que contribuam com os trabalhadores e acabem com a utilização de agrotóxicos Proibição do uso dos venenos. Daí será possível um jeito diferente de produzir: a agroecologia.
Participe dessa campanha para acabar com os agrotóxicos!

Fonte: site www.mst.org.br

sábado, 18 de junho de 2011

Marcha da Liberdade realizada em BH, agora é cultivar a Ideia


Milhares de cidadãs e cidadãos de Belo Horizonte acabaram de parar a praça da estação, praça sete, sede da prefeitura de Belo Horizonte e terminando na praça da liberdade na qual houve um ato público contra a opressão e pela livre manifestação dos movimentos sociais.

Vale ressaltar que a Marcha das Vagabundas BH teve papel fundamental, pautando ao longo do percurso palavras de ordem contra o machismo que ainda mata milhares de mulheres todos os anos no Brasil, além de diversos movimentos sociais e culturais que permeiam por vários pontos da cidade.

O que pode-se ressaltar que agora a ideia de unificar as lutas sociais da certo, porem devemos "cultivar" cada vez mais a vontade de uma nova ordem societária, longe da opressão, da desigualdade e de uma liberdade que vá para além dos porões escuros da imprensa, mas conserve desde sua raiz um novo desenho, de que todos por sermos diferentes temos o direito à igualdade.

Parafraseando o grande escritor e educador Boaventura de Souza Santos, diferença não é sinônimo de desigualdade. Devemos ter o direitos de sermos diferentes para que nossa igualdade nos faça livres.




domingo, 12 de junho de 2011

Marcha Nacional da Liberdade


Para quem está em casa sozinho percebendo os atropelos do modelo de produção econômico, o sistema político opressor, a grande mídia entre outras questões que afetam diretamente as nossas vidas e nossas idéias (ou opressão das mesmas), convido a todas e todos a dizerem um basta a criminalização dos pensamentos e opressão aos movimentos sociais.

Dia 18 de junho (sábado) na praça da estação às 15 horas venha mostrar a cara e dizer um basta ao autoritalismo de quem a mais de 500 anos dita as regras deste país que nasceu naturalmente para pregar a liberdade.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Uma homenagem a uma geração que cresceu se apaixonando como a saudosa letra e música do Legião Urbana.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desenhando a Liberdade: Marcha da Maconha




Diferente do que temos e do que somos, para desenhar a liberdade devemos perceber que todo espaço de opressão esconde como Chico Science pontua na letra A Praeira "a fronteiras nos jardins da razão".

A "fronteira nos jardins" que fazem com que o Fernando Henrique, esquecido presidente brasileiro pós governos democráticos eleitos pelo povo tentar voltar a mídia defendendo a legalização que o mesmo combateu enquanto presidente deste país.

Também são "fronteiras nos jardins" do judiciário que criminaliza a pobreza e trata o usuário de Cannabis Sativa como responsável pelo tráfico, desconhecendo qualquer análise econômica e social que perpassa na relação do tráfico de drogas que encorpora algumas questões:

A polícia que faz vista grossa nas fronteiras nacionais e nas festinhas dos ricos, o juiz que concede Habeas Corpus para os financiadores do tráfico, o avião que busca droga de outros países e utiliza o Brasil como passgem para a Europa e EUA, o laranja que lava o dinheiro do crime organizado, a criança e o adolescente que está em situação de desproteção social por sofrer trabalho infantil, o crime organizado entre outras questões e dai eu vos pergunto?

Que instituição governamental ou não governamental tem condições éticas para querer proibir  a Marcha da Maconha? Porque não proíbem a propaganda da cerveja "devassa" que utiliza uma ex menininha para vulgarizar o papel da mulher na sociedade fazendo um debate de gênero inferior e pervesso a conquista do movimento feminista nas últimas décadas e a toda legislação que protege as mesmas do machismo.

Porque não se proíbe alguns programas de televisão com o vies machista e homofóbico que não contextualizam uma relação em direitos humanos e cidadania, ou melhor, porque para comprar cigarros não se precisa subir um beco e se arriscar a levar um tiro.

Muito me faz desconfiar que existem fronteiras como Chico Science descreve e estas estão além da razão daqueles que historicamente aceitaram a escravidão, massacraram os índios e hoje impedem nosso plantio e o uso doméstico, pois são estes os mesmos que oprimem com nenhum incentivo fiscal o produtor rural e buscam com o código florestal acabar com as nossas reservas ambientais.

Se a fronteiras nos jardins, que sejam as do meu domicilio e da casa de todos aqueles que na lógica burguesa de criar a propriedade privada tem que se esconder para poder plantar em seus quintais e em suas mentes a "liberdade" de que historicamente somos impedidos de cultivá-las.

E com certeza, a toda esta nação mais que zumbi, existem fronteiras sim, mas além dos jardins da razão.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil 2011


 
GENEBRA (Notícias da OIT) - O mais recente Relatório Global da OIT sobre trabalho infantil estima que 115 milhões de crianças estão envolvidas em trabalhos perigosos. Este trabalho, por sua natureza ou circunstância em que é executado, pode prejudicar a saúde, a segurança e a moral da criança. Crianças trabalhando em diferentes setores e ocupações podem ser expostas a riscos e o problema é global, afetando países industrializados e em desenvolvimento.

O trabalho infantil perigoso está entre as piores formas de trabalho infantil, que a comunidade internacional definiu como prioridade para a eliminação até 2016. A necessidade de ações urgentes para alcançar esse objetivo foi tema da Conferência Global sobre Trabalho Infantil de 2010 que adotou o Mapa da Rota para a eliminação das piores formas de trabalho infantil e endossou o Plano de Ação Global da OIT.

Em 2011, o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil dará destaque ao trabalho infantil perigoso, chamando atenção para a urgência de ações para solucionar o problema. Nesse dia Mundial nós conclamamos todos para:

• Uma nova urgência na identificação e eliminação do trabalho infantil perigoso, como um importante meio para se alcançar o objetivo de eliminar as piores formas de trabalho infantil,
• Reconhecer que o trabalho perigoso é parte de um problema maior, que demanda esforços de escala global, nacional e local para a eliminação do trabalho infantil através da educação, proteção social e estratégias que promovam o trabalho decente e produtivo para jovens e adultos.
• Fortalecer ações tripartites no tema do trabalho infantil perigoso tendo como base os padrões internacionais e a experiência de organizações de empregadores e trabalhadores na área de saúde e segurança.

“Acordei com um sonho e com o compromisso de torná-lo realidade"
Leonardo Koury Martins

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
Saramago

"Teoria sem prática é blablabla, prática sem teoria é ativismo"
Paulo Freire

"Enquanto os homens não conseguirem lavar sozinhos suas privadas, não poderemos dizer que vivemos em um mundo de iguais"
M.Gandhi

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo