sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Manifesto da falta da democracia cultural



Imaginar que por mais tentativas de democratizar a “Cultura” no Brasil infelizmente a maioria dos brasileiros que produzem cultura não sabem o que é Lei Rouane.

Quantos brasileiros já foram a peças de teatro, ou melhor, quantos têm acesso a frequentar livrarias. Comprar livros no Brasil está fora da realidade da maioria da população, além de caros, grande parte com linguagem rebuscada diferente da qualidade do ensino nas escolas públicas, não se tem política real de incentivo para que os leitores comprem a preços populares.


Algumas políticas públicas trabalham na lógica perversa de trazer o acesso aos meios culturais pra tirar jovens da criminalidade e de trazer um passatempo para evitar homicídios. Porém a cultura nesta perspectiva perde a dimensão de direito universal e constitucional. Perde o valor de conquista e passa a ter o caráter de favor tanto do estado quando das entidades que trabalham com a temática.
A dificuldade de saber o que são as leis de incentivo a cultura, tanto no escrever a lei quanto no captar recursos fazem com que apenas os cineastas do eixo “Rio - São Paulo” consiga produzir cinema.

A cultura local como em Belo Horizonte como os grupos de quadrilha junina e os grupos de congado não conseguem viver ativamente o ano todo, sua produção resumo aos dias estimados para apresentações e o resto do ano morrem no esquecimento da cidade.

Consumimos o tempo inteiro cultura de outros países e não valorizamos a produção das periferias e do interior brasileiro, consome-se pirataria no Brasil por não poder pagar R$ 80,00 num DVD original onde encontramos o mesmo por cinco reais.

Por fim, entre estes e outros questionamentos, antes de pensar na produção da cultura, devemos entender que a cultura é um direito e não uma ajuda.



.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Paradoxo social

Os anormais
Aqueles que não seguem as normas sociais.
Não ache certo ser diferente
Nem pense que não somos iguais.

Aqueles que não se habitam as normas,
Existe aos desviantes castigos de todas as formas.

Aqueles que manifestam loucura
No hospício, choques e torturas,
Quem sabe ali está a cura.

Aqueles que ganham do mundo a frustração
Um divã com objetivo de salvação.

Aqueles que não aceitam do mundo a pressão,
Não se calam em atos e fatos na repressão
São levados a prisão.

Para que as normas sociais sejam seguidas,
Mesmo não sendo, nos querem iguais.



Um dia será de:
Liberdade aos desiguais
De todos os padrões sociais....
.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eu tenho um sonho de liberdade


Obama tem um sonho, ou melhor, Barac Hussein Obama tem um sonho de mudar a cara da nação norte americana. O sonho do novo presidente estadunidense é bem próximo do sonho e dos ideais de Martin Luther King na década de 60, porem Martin Luther King nunca precisou de financiamento para ser considerado um dos maiores mitos pelos direitos civis americanos e nunca disputou a presidência.

A eleição de Obama nós Estados Unidos não foi uma tarefa fácil, porém muitos fatores convergiam a seu favor como nunca ter tido um presidente negro nos Estados Unidos, a economia do país em uma crise nunca esperada pela população qual trouxe um sentimento de mudança, um governo desastrado do atual presidente. Isso sem contar com apoios inesperados como do Presidente do Brasil, de Raul Castro e até mesmo Hugo Chaves, mesmo não sendo norte-americanos todos fizeram declarações nada tímidas a respeito do presidente Obama.

Agora o maior desafio do novo presidente dos Estados Unidos é colocar em prática um novo modelo de pensar seu país, sem acreditar que a tão cineasta América é a “dona do mundo”. Tentar administrar tanto os grandes burgueses sem ferir o interesse dos trabalhadores norte-americanos, quais pagam a conta pela irresponsabilidade de um governo mínimo sobre uma economia descontrolada.

Grandes mudanças no cenário sócio-político dentro do Modo de Produção Capitalista não haverá com a nova gestão presidencial, porém administrar o Racismo desenfreado da Kon Klux Klan, o medo dos americanos pelos árabes (Obama é filho de um pai Mulçumano nascido na África), a onda capitalista que trabalha na dialética da economia flexível. Entre outros desafios que já fizeram Abraham Lincoln morrer assassinado em 1865 na cidade de Washington, John Kennedy assassinado em 1963. Todos estes presidentes norte-americanos tinham algo em comum, Lincoln lutava pela emancipação dos escravos e Kennedy recebeu o primeiro negro na Casa Branca, o mesmo primeiro negro que tinha um sonho, Martin Luther King.

.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um militante solitário


E nas tripas do ultimo enforcado penso em me enforcar. Não sei se acelero no suicídio ou fico parado, já nem mais sei o que questionar.

Meus amigos, agora inimigos, pelegos do sonho que antes vínhamos compartilhar, a mágoa continua, mas não sai lagrimas dos olhos, porque não é tempo de parar. E desistir, palavra qual não existe, um militante solitário, persiste, caminha triste, mas caminha na escuridão. As mágoas, estas vou esquecendo, o verão vem nascendo e vem um novo tempo junto de uma nova estação.

Contudo, ao invés de chorar aprendo como diz o poeta, “apesar de você amanhã a de ser outro dia”, daí não sobrará tempo para costurar a bandeira rasgada, tempo apenas para se confessar em poesia.

Se confessar, apenas assim posso, pois neste momento nada posso dizer. Quem defendia aqueles que de fome morrer, hoje defende seus próprios interesses, sei que irão de me esquecer. E que me esqueçam, pois destes não quero, consciência limpa é memória fraca e certamente um dia terão que lembrar. Apenas um militante solitário, pois em época de ditadura nada se pode declarar.

Os ventos que jogam nossos cabelos ao longe, não escondem a tristeza de um rosto frio erguer. Ernesto Guevara dizia morrer de pé ou viver de joelhos, no último suspiro se limpa a farda e se levanta, mas de pé vem preferir morrer.

domingo, 12 de outubro de 2008

A cerca da discussão entre o Novo PT e o Velho PT

Ultimamente alguns setores do PT em todo país fazem a pergunta sobre o novo e o velho PT. Não se necessita ter um Novo Partido dos Trabalhadores, o que é de extrema importância é compreender qual é o papel atual Partido dos Trabalhadores na sociedade, qual momento vivemos, nosso esquecimento da base partidária e do esvaziamento de suas pautas políticas frente aos movimentos sociais.

Ser novo ou ser velho, o que importa é lembrarmos para que viemos, porque sonhamos com um mundo justo onde os trabalhadores e trabalhadoras estejam no primeiro plano societário e na construção de um país próximo dos princípios socialistas.


Não acredito em um PT “antiquado”, menos ainda em um PT "novo", acredito em um partido de Massas, que defenda as bandeiras do Socialismo e da Democracia, que faça das massas um instrumento de transformação e politização e não de manobra eleitoral no PED. Que façamos das massas um instrumento de libertação dos valores capitalistas e não como hoje fazemos, colocamos as massas apenas no biênio eleitoral onde eleger e manter o poder é mais importante do que transformar.


Sonhamos quando nascemos na década de 80 em um Brasil com justiça social, mas se não refletirmos internamente e periodicamente sobre esse nosso sonho, não teremos motivos para existir dentro da esquerda brasileira.


Devemos voltar a repensar e priorizarmos a organização dos núcleos, dos movimentos sociais, fortalecer os setoriais e sua juventude, pois fora isso faremos do PT um partido com cara de “centro” ou até mesmo de direita e não mais de partido de esquerda, pois em várias cidades como Belo Horizonte já temos clareza da nossa falta de dialogo com a população onde nossa posição quase ditatorial enfraquece o debate partidário em nome de projetos pessoais.


Não acredito em um PT burocrata, pois quanto mais o PT se afasta dos movimentos sociais e das lutas do povo, mas longe ele fica da confiança de seus milhões de simpatizantes e militantes anônimos que ajudam a construir o Brasil que queremos. Na discussão do PT Velho ou do PT novo, quero é meu PT junto com o povo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Liberdade aos desiguais

Liberdade entre os escravos da economia, igualdade a todos, donos do capital ou não. A democracia é algo necessário, mesmo você tendo mais acesso ao programa eleitoral de dez minutos ou tendo apenas 30 segundos para colocar suas propostas ao eleitor.

Liberdade de escolha, algo importante dentro do cartel das telecomunicações. Para que pobreza se todos podem competir, pobre é você que não conseguiu chegar no “topo dos stars”.

Ganhar arroz, feijão, que bom, o governo pensou em mim, que viva os benefícios sociais dos novos liberais. Quero melhorar subir de vida, mesmo que os degraus da escada sejam diferentes, entre o mais baixo e o mais alto. Ficarei na média, a classe comédia, qual puxa saco do patrão para ter um carro à prestação, ta mais perto de pedir esmola, mas acha que vai conseguir um dia ter um avião.

Liberdade aos desiguais, quem pode isso confirmar é aquele que limpa a sala de estar, qual ganha 400 reais para na Bolsa de Valores de São Paulo honestamente trabalhar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Democracia da Leitura...

                                               
Clique nos livros e faça seu Download:

 


 


E-book - Popularização de literatura

Com o objetivo dos escritores popularizarem sua forma de expressão cultural no século 20, começaram a surgir os primeiros E-books, ou livros virtuais.

Seu custo zero para o leitor, faz com que o mesmo possa reproduzir, ler pelo computador e enviar a alguém de presente, popularizando assim o hábito da leitura. Mesmo a Academia Brasileira de Letras não querendo reconhecer este novo espaço da literatura, a lei: nº 9610/98 protege este escritor virtual de direitos autorais.

De acordo com a Pesquisadora Leila Míccolis, hoje existe em atividade no Brasil 9.602 poetas e com a consciência política a cada dia esses milhares de poetas tentam produzir algo cada vez mais acessível para seu leitor. O importante da arte não é receber financeiramente por ela, mas sim o conhecimento de quem a busca.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pacto pela Juventude, participação popular e período eleitoral

Ao observar a história dos povos ao longo da humanidade numa perspectiva materialista histórica dialética vamos perceber que as transformações vieram das bases sociais e não dos governos, reinados ou impérios presentes.

Até mesmo a revolução burguesa que se emergiu entre França e Inglaterra e se alastrou por toda a Europa no século 18, vinha de uma necessidade do povo, modificando assim toda uma estrutura e concepção de política e sociedade que permanece até hoje com o Sistema Capitalista, finalizando no mundo ocidental o autoritarismo dos Absolutistas.

O Império Romano não deu espaço ao feudalismo e aos reinados apenas por perder o seu sentido ao longo do tempo, mas se não houvesse diversas manifestações populares como os povos saxões, norte africanos e espânicos, a dinastia dos César teria terminado por volta do século 4. Até mesmo a decadência da Jerusalém Cristã dependeu de milhares povos muçulmanos revoltados pelo sectarismo das cruzadas para ter seu fim a mais de mil anos atrás, ou Escravidão no Brasil se não fossem as revoltas dos negros, como o Quilombo de Palmares.

De acordo com o Conselho Nacional da Juventude, espaço consultivo formado por diversas organizações juvenis em todo Brasil, o Pacto pela Juventude é uma forma de comprometer a manutenção das Políticas Públicas voltadas ao segmento jovem nos municípios, estado e união.
A complicação é que em período eleitoral, exista um oportunismo de se utilizar o Pacto pela Juventude como forma de conquistar mais adeptos da juventude nas campanhas, pois o Pacto da Juventude não necessariamente é um mecanismo de pressão, mas o desdobramento da sociedade civil é o verdadeiro mecanismo para provocar não apenas a manutenção, mas o aprimoramento e inovação nas Políticas Públicas para o segmento jovem.

Entender que o desdobramento de qualquer Política Pública não depende necessariamente de compromissos eleitorais, principalmente no Brasil onde não há financiamento público, amarrando a estrutura governamental a interesses privados, causando assim uma balança desigual entre os diversos sujeitos sociais na construção e manutenção de qualquer política institucional.

A juventude tem que entender que o mecanismo de participação popular é importante não apenas para manter as Políticas Públicas voltadas ao segmento jovem, mas manter toda e qualquer Política Pública Social, onde nada valerá a manutenção de um equipamento público que trabalhe Políticas de Juventude sendo que o acesso as Políticas de Educação, de Saúde ou até mesmo as Políticas de Assistência Social forem deficitários na mesma esfera pública.

Assumir o compromisso com a juventude é importante, mas não pode ser numa perspectiva eleitoral, deve ser numa visão de obrigação do Estado com a população a qual este tem o papel de representar, além de não esquecer que o papel da sociedade civil é fortalecer a pressão para a manutenção, monitoramento e ampliação das políticas públicas como um todo.

>

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pobreza, desigualdade e Transferência de Renda


Podemos caracterizar o conceito de pobreza estabelecer uma comparação entre pobres e não pobres observando parâmetros de seus rendimentos, bem como, sua participação na renda nacional.

Devemos destacar também a linha de pobreza, uma vez que com a mesma, observa-se o mínimo da renda e critérios a serem observados de cada indivíduo dentro da sociedade se estão ou não fora da linha da pobreza.

De acordo com o estudo de Sérgio Henrique Abranches, a desigualdade pode ser reduzida num programa de Transferência de Renda, sem afetar a medida da pobreza, ou seja, beneficiando os mais pobres sem alterar a vida dos mais ricos.

Acreditam também alguns teóricos da Política Social que para diminuir a linha da pobreza, devem-se manter cada vez mais padrões de renda e faixas salariais iguais com o objetivo de alcançar a igualdade entre os indivíduos, porém existe uma clara tendência do mercado em diferenciar os salários causando níveis de ganhos diferentes aumentando o abismo cidadãos de uma mesma localidade.

Do ponto de vista econômico, pode se transferir renda sem efetivamente modificar a situação dos mais pobres, sendo assim contraditório, pois transferir renda deveria ser um modo de combate a pobreza e não a manutenção dela.

Na perspectiva social, a desigualdade é um fenômeno que não se finaliza apenas com a transferência de renda, pois é necessário mexer na estrutura da sociedade, na cultura que a cerca, dos sujeitos sociais que demarcam seus interesses politicamente.

Sem alterações significativas como no perfil distributivo em todos os níveis, renda, patrimônio, cultura social, não se alcançará a diminuição dos níveis de pobreza e não se alcançará o fim desta sociedade desigual marcada por pobres e não pobres.

A ação governamental reflete escolhas em um quadro de conflitos. Se entendermos que cada sujeito social move a sua concepção de sociedade. Os interesses distintos atuam dentro da mesma sociedade fazendo pressão a ação governamental, portanto o estado faz-se em plena disputa refletindo substancialmente nas escolhas governamentais, no destino de verbas na construção e condução de projetos, além da aplicação de políticas públicas necessárias.

Quanto maior o peso deste sujeito social, mais influência ele terá na condução das ações de governo.
.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Documentário: A História das Coisas


Parte 1:


Parte 2:




Acho que não precisa de muitos comentários, não são poucas pessoas que acham que um outro mundo longe da lógica do capital é necessário...

“Acordei com um sonho e com o compromisso de torná-lo realidade"
Leonardo Koury Martins

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
Saramago

"Teoria sem prática é blablabla, prática sem teoria é ativismo"
Paulo Freire

"Enquanto os homens não conseguirem lavar sozinhos suas privadas, não poderemos dizer que vivemos em um mundo de iguais"
M.Gandhi

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo