sexta-feira, 15 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010




"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais,
humanamente diferentes e totalmente livres"
(Rosa Luxemburgo)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cotas também como políticas afirmativas no Brasil



Inicialmente, como Nilma Gomes, intelectual negra no Brasil gostaria de problematizar a necessidade de termos dentro do Serviço Social uma cadeira que discuta a desigualdade e a diferença. Necessidade que já nós esclarece que não temos um país de iguais e de respeito aos diferentes.

Ao longo dos 500 anos, tendo mais tempo ainda de escravidão do que de libertação dos negros brasileiros poderíamos assim como Nilma Lino Gomes argumentar a cerca do debate sobre as cotas étnico-raciais no Brasil tomam por parte da imprensa e das elites brasileiras. Uma polêmica que se afasta da construção histórica do nosso país, um debate calcado numa falsa democracia racial, no real medo dos brancos filhos de brancos tenham que competir por igual num mesmo espaço acadêmico e futuramente na mesma vaga de engenharia ou de medicina, cursos, empregos predominantemente brancos.

O tempo todo se escuta dos grandes meios de comunicação o mesmo argumento apresentado por Demétrio Magnoli quando explicita a relação de porque “quase brancos” estão ocupando vagas negras nas universidades que oferecem sistema de cotas, que os brancos saem no sistema de cotas em situação de desvantagem.
Argumento clássico para justificar a não existência de uma das políticas que englobam um sistema de políticas afirmativas no Brasil.
Vale lembrar que a idéia das políticas afirmativas consegue ir muito alem da concessão das cotas nas universidades, Nilma Gomes, a autora descreve algumas já medidas implantadas como:

A reivindicação por cotas étnicas não se limita ao acesso à universidade. Em alguns setores do poder público, elas já são uma realidade: o Ministério de Desenvolvimento Agrário, o Ministério do Trabalho e o Ministério da Justiça já implementaram cotas étnicas. (GOMES, 2003;03)

Poderia trazer a realidade da cidade de Belo Horizonte, na qual a discussão sobre o combate a desigualdade racial entra em cena pública em mil novecentos e noventa e quatro, quando a administração municipal passa a trazer um sistema de cotas na publicidade dos programas municipais e nas esferas de poder dos cargos públicos.

Além de Belo Horizonte, a cidade de Contagem, por volta de dois mil e cinco, implanta uma série de estratégias para que os negros tenham poder no âmbito da administração pública quanto políticas afirmativas como resgate cultural do Quilombo dos Arturos na região central da cidade.


O Professor Kabengele Munaga ressalta em seus argumentos que a defesa da cota é uma busca justa pela equidade já que os negros no Brasil não são tratados de forma igualitária como os brancos, tanto historicamente quanto na vivência cotidiana por mais que o preconceito seja velado. A busca pelas cotas tem como objetivo é provocar no nível acadêmico e na esfera do conhecimento cientifico maiores olhares e vivências sociais que antes eram feitas pelo mesmo público.

Trazer negros pobres para a universidade é fazer com que amanhã um negro possa ter mais sensibilidade e identidade com a Lei 10.639 que regulamenta o ensino da história da África nas escolas, algo que alguns professores brancos fazem questão de muitas das vezes esquecer-se de problematizar em sala de aula.

Porem não basta como Nilma Gomes pontua, apenas o acesso a universidade, mas toda construção de políticas afirmativas, que são imprescindíveis e para que deixem de ser políticas de governo e passem a ser política de Estado. Jamais pode-se pensar tais políticas sem o estatuto da igualdade racial (luta histórica conquistada), este que tem como primazia defender assim como Boaventura Souza Santos respeitar as diferenças dando a todos e todas condições iguais de existência.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Não vote apenas, Lute também!

Latino americano



A unidade se faz quando percebemos
Que a história que igualmente temos
E o mundo que juntos queremos
Apenas coletivamente poderemos buscar.

No passado de invasões européias
E nos golpes estadunidenses provocados
Nos governos militares que nos deixavam calados
Rompemos e não queremos a essa história voltar.

Um continente presente em luta e rebeliões
Com sangue latino lavando diversas escravidões
Que vão dos navios negreiros a farsa do sistema capitalista

Porem a revolta que se transforma em luta nos corações
Marcados pelo orgulho latino e pelas inúmeras paixões
De um mundo melhor e possível sempre a nossa vista.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Criança Esperança e o assistencialismo


Não gostaria de ser irônico, porem todos os anos algo me tira do sério. Quando chega por volta do mês de agosto, que aparecem atores da Rede Globo, cantores, pessoas do meio empresarial e crianças manipuladas para dizer o script de gravação dizendo doem amor, doem para o Criança Esperança.

Mais uma vez a velha história que o Brasil precisa da sua solidariedade, precisa da sua ajuda, da sua forma de amar através de ligação telefone e de contribuindo para o sorriso do próximo.

Daí vem, insistentemente buscando parceiros assistencialistas para financiar seu abatimento de imposto e livrar seus corações capitalistas da necessidade de ir as ruas lutar par que o país tenha melhores condições nas políticas urbanas e sociais. Pois é mais fácil sentir-se responsável doando cinco reais por telefone do que conhecer a realidade dos milhões de brasileiros em déficit habitacional, ou então limpar seus corações de amor ajudando o Criança Esperança esquecendo que sem políticas públicas as crianças viram adolescentes, jovens e quando adultas não vão poder freqüentar as aulas de circo da ONG, velha matriz da solidariedade brasileira.

Ou melhor, doe o quanto quiser, pois como diz a Rede Globo, essa corrente precisa de sua ajuda, assim como a Rede Globo precisa da nossa audiência no Jornal Nacional para conseguir passar a informação mais alienante possível no intuito de que tenhamos a vontade de acreditar que nossa luta nunca dará certo.

As manifestações da Questão Social são provocadas pelo modo de produção capitalista e que por sinal torna-se cada vez mais distante a luta contra tais manifestações quando ao invés de lutar conjunto ao próximo por um mundo mais justo sentamos como Raul Seixas cantava ao trono de um apartamento com a boca escancarada e cheia de dentes, mas sem esperar a morte chegar, antes de ela chegar nos vangloriamos que num mundo de pobres ainda temos algum para ajudar-los.

Não se doa amor, sentimentos se compartilham, pois não podem ser de um só, não se ajuda, se luta para que as coisas melhorem. Mas já se dependesse da Rede Globo, acabaríamos com as políticas sociais, com as escolas e com demais espaços de direitos e viveríamos de doações telefônicas na espera de contribuir para um país mais justo. Na contra mão do acesso igualitário a Rede Globo promove um acesso seletivo sendo que as entidades existem até quando quiserem, não se é direito estar lá, quanto que uma escola não fecha porque o Diretor está cansado dos alunos, educação é direito garantido constitucionalmente.

E ai Didis, e ai Xuxas, o que foi construído do patrimônio de vocês foi a base de doação? O que os donos das grandes empresas têm foi a base de doação? Se não sonegassem tanto imposto de renda (imposto contributivo, quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos e quem ganha nada não paga nada) talvez o nosso país seria muito mais justo, mas enquanto isso vamos mudá-lo com nosso amor, assistencialismo, carinho e solidariedade? Essa corrente não terá minhas mãos.


Leonardo Koury Martins

sexta-feira, 23 de julho de 2010

EMENDA 65 - JUVENTUDE

Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos

Altera a denominação do Capítulo VII do Título VIII da Constituição Federal e modifica o seu art. 227, para cuidar dos interesses da juventude.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º O Capítulo VII do Título VIII da Constituição Federal passa a denominar-se "Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso".
Art. 2º O art. 227 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes preceitos:
...................................................................................................
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as pessoas portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de discriminação.
...................................................................................................
§ 3º ..........................................................................................
...................................................................................................
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola;
...................................................................................................
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao adolescente e ao jovem dependente de entorpecentes e drogas afins.
...................................................................................................
§ 8º A lei estabelecerá:
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens;
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias esferas do poder público para a execução de políticas públicas." (NR)
Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, em 13 de julho de 2010.

sábado, 19 de junho de 2010

Homenagem a José Saramago


Em poucas palavras descrever este comunista poeta e escritor que em suas palavras deixaram marcas profundas na vida de muitas pessoas, deixaram características marcadas no homem mais Nobel da língua portuguesa, deixaram sentimentos marcados na sua sensibilidade militante.

Por não saber o que escrever e por saber que vale a pena deixar tais marcas abertas para que não possamos nos esquecer deixo aqui algumas citações celebres deste que como Bertold Brecht classificaria como alguém impressionável por ter lutado toda sua vida.


"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."

"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo."

"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."

"Dirão, em som, as coisas que, calados,no silêncio dos olhos confessamos?"

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Greve dos Professores

A velha pergunta volta a cena na sociedade mineira: quem se importa com os professores e professoras? Mantendo a luta a quarenta dias, profissionais da educação demonstram garra frente a falta de dialogo e descaso do Governo Aécio Neves-Anastasia com os/as responsáveis pela educação dos seus filhos e filhas, pela formação humana e pela consolidação da cidadania.

Lutar por um mundo melhor não se pode começar sem passar pela educação e que a mesma seja laica, pública, gratuita, presencial e de qualidade. Antes disso que esta educação tenha como princípio norteador a libertação e a construção da autonomia, bem longe do fatalismo e das grades tão denunciadas pelo educador Paulo Freire.

Na terça-feira (18) professores e professoras de todo estado reuniram em assembléia e definiram continuar pois este manifesto público denominado de "greve por direitos" tendo como proposta muito mais do que a adesão do piso nacional de educação, mas a possibilidade de dialogar com os mineiros e mineiras como andam as condições dos profissionais da área, infraestrutura das escolas, a privatização do ensino superior estadual, a farsa do Conselho Estadual de Educação entre outros entraves que fazem Minas Gerais retroceder, pois o "Choque de Gestão" serve para investir na privatização das estradas e presídios e economiza nas políticas sociais.

Em tempos de eleição acordar o povo sobre o que a imprensa não anda dizendo vale a pena, ainda mais que a greve é um direito.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Marcha da Maconha em BH e no Brasil.



Começa em 2010 a jornada da Marcha da Maconha no Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte e indo para todo o Brasil com a discussão sobre a legalização da maconha. O cigarro provocador de câncer de pulmão, doenças crônicas bucais e também o fomento do mercado capitalista do tabagismo vem paralelo as maravilhosas propagandas da indústria da cerveja que não tem a dimensão da liberdade de poder plantar, cultivar e consumir o cannabis sativa sem utilizar o mercado do tráfico de drogas ou da venda, padaria ou supermercado.

Poder plantar, cultivar e consumir algo da natureza fortalece cada vez mais a idéia na cabeça da juventude de todo território nacional, porem os entraves morais formulados pela grande mídia (quem são os donos dos meios de comunicação?) e pela justiça (quem são os juízes e desembargadores?) tentam garantir com que a falsa legalidade impere trazendo o enquadro criminal seja como usuário ou traficante.

A muito tempo se discute o tráfico de drogas numa lógica criminalista (quem são os verdadeiros donos da justiça?) para desviar os olhos da sociedade na discussão da saúde pública ou até mesmo dos direitos individuais.

Sem constrangimento vale opinar que se querem um mundo longe da criminalidade que não punam o usuário da maconha com a intermediação do traficante e menos ainda deixem tal mercado capitalista se enriquecer com armas nas mãos de jovens (quem são os fabricantes de armas?) e menos ainda a clandestinidade do plantio (quem empresta o avião para sair da Colômbia e chegar no Brasil?).

Em ritmo do histórico Planet Hemp! quem são os verdadeiros donos do capital, os pobres ou os ricos? Porem a multidão maconheira do Brasil apenas quer paz e liberdade para fazer o que já anda fazendo escondido, não queremos nossos filhos em ritmo de Bezerra da Silva, queremos apertar e acender agora. Botando os pingos nos 'is' e tendo a tranquilidade de dizer que "amar e mudar as coisas enteressa mais a Marcha da Maconha"...


terça-feira, 13 de abril de 2010

Bush limpa a mão em Clinton após cumprimentar haitianos



Um vídeo da TV britânica BBC está chamando a atenção do mundo por causa da atitude do ex-presidente norte-americano George W. Bush ao apertar as mãos da população do Haiti durante visita ao país, na segunda-feira (22), ao lado do também ex-presidente Bill Clinton.



Bush limpa a mão na camisa do colega americano após encontro com moradores do país devastado.



Fonte: www.folhadaregiao.com.br

“Acordei com um sonho e com o compromisso de torná-lo realidade"
Leonardo Koury Martins

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar"
Saramago

"Teoria sem prática é blablabla, prática sem teoria é ativismo"
Paulo Freire

"Enquanto os homens não conseguirem lavar sozinhos suas privadas, não poderemos dizer que vivemos em um mundo de iguais"
M.Gandhi

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres"
Rosa Luxemburgo